Duas descobertas feitas por pesquisadores do Projeto Tamar, do Instituto Chico Mendes, movimentam os meios científicos ligados à biodiversidade marinha. Primeiro, foi uma espécie de peixe, que ganhou o nome de “cabeça de geleia”, e, depois, um bicho semelhante a uma moreia que mede mais de um metro. Conservados em formol, eles foram enviados para estudos a fim de que sejam confirmados como novas espécies. Os animais habitam águas profundas e foram capturados no litoral baiano por meio de anzóis circulares.
O oceanógrafo Guy Marcovaldi, chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, centro especializado do Instituto Chico Mendes que mantém o Projeto Tamar, disse que, de acordo com as primeiras avaliações, o “cabeça de geléia” faz parte de uma superordem exclusiva da família Ateleopodidae, que tem quatro gêneros (Ateleopus, Parateleopus, Guntherus e Ijimaia) e 12 espécies conhecidas no Caribe, Atlântico e Pacifico. O exemplar descoberto na Praia do Forte, onde foram feitas as pesquisas, pode ser a 13ª espécie.
O peixe ganhou esse nome porque apresenta excesso de gordura na parte frontal. Sua cabeça, grande e mole, parece mais um monte de geleia. Ele tem ainda esqueleto largamente cartilaginoso e focinho bulboso. O exemplar, capturado a uma profundidade entre 200 e mil metros, mediu quase dois metros de comprimento.
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